quinta-feira, 2 de maio de 2013

Desenvolvimento do trabalho


- Chuva ácida -

A chuva ácida é produzida por óxidos: Dióxido de enxofre (SO2) e de nitrogênio (NO2), ambos derivados da queima de carvão, combustíveis fósseis e poluentes industriais. SO2 e NO2 passam a ser então componentes de nossa atmosfera. E assim surge o problema: esses gases, combinados com o hidrogênio presente na atmosfera (vapor de água), dão origem às chuvas carregadas de ácido sulfúrico e ácido nítrico. Como se vê, a presença destes ácidos é que torna a chuva acidificada. As chuvas ácidas ao caírem na superfície causam grande impacto ambiental, alteram a composição química do solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras. E mais, causam prejuízos não só no campo, mas também nas cidades: corroem estruturas metálicas, monumentos históricos (estátuas) e edificações.Ácido sulfúrico (H2SO4) Esse ácido consegue destruir papel, tecidos de algodão, madeira, açúcar e outros materiais devido à sua ação energética (desidratante). Imagine os estragos que proporciona quando presente na chuva? O ácido sulfúrico tem ação corrosiva sobre os tecidos dos organismos vivos. As chuvas formadas em ambiente poluído com dióxido de enxofre contêm H2SO4, que causa grande impacto destrutivo, devido à propriedade de corroer plantas, metais e até mesmo pedras, como o mármore por exemplo. Ácido nítrico (HNO3) As chuvas ácidas produzidas em ambientes poluídos com óxido de nitrogênio (NO) contém em sua composição o ácido HNO3. O ácido nítrico é tóxico e, assim como o ácido sulfúrico, é corrosivo e causa vários danos à natureza.



- Cemitério de corais -


Os corais constituem colônias de animais e plantas do mundo marinho, abrigando extraordinárias biodiversidades e produtividades. O mundo sempre se fascinou com a sua variedade de cores e com as suas múltiplas formas espantosas.

Os corais são afetados diretamente pela temperatura, pela radiação solar e pela química dos oceanos.

As águas dos mares estão ficando mais quentes, com isto os corais se contraem e começam a sufocar as algas dentro deles. Estas, por sua vez, soltam toxinas para forçar o coral a expulsá-las. Por isto eles ficam doentes e com a cor branca. Se a temperatura do mar não volta ao normal, eles, por fim, morrem. Além de mais quentes, os mares estão mais ácidos. Com o aumento da poluição, principalmente o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, o oceano acaba absorvendo esses gases. Diluídos na água, é formado então o ácido carbônico, conforme a reação: CO2(g) + H2O(l) → H2CO3(aq) Isso afeta os corais porque o ácido “sequestra” os carbonatos da água que servem para calcificar o esqueleto dos corais. Os carbonatos (CO32-) reagem com ácidos liberando mais gás carbônico. Os corais não são os únicos afetados, mas principalmente os crustáceos como ostras, mexilhões e caranguejos que têm as suas conchas corroídas. O plâncton calcário sofre também com isto e, uma vez que eles estão na cadeia alimentar marinha, servindo de alimento para organismos maiores, ocorrerá um desequilíbrio na cadeia inteira, inclusive em espécies que alimentam o ser humano. É um processo químico inevitável. Por isso, medidas urgentes devem ser tomadas. Um exemplo é a Austrália que estabeleceu áreas de corais a serem protegidas de visitantes e passou a controlar o uso de fertilizantes nas plantações próximas.Porém, uma notícia triste e preocupante para todo o planeta é que esses corais estão ficando brancos, ou seja, estão morrendo em uma velocidade alarmante. Das 1400 espécies de corais conhecidas, 231 estão em diferentes graus de risco de extinção. Há dez anos esse número era de apenas 13. Com isso, as mais de 2 milhões de espécies abrigadas por estes também sofrem as consequências e podem até desaparecer.Mas o que está ocasionando isto? A resposta é simples e muito comentada nos nossos dias: o aquecimento global.


- Processos químicos naturais -

 

No intemperismo químico sobre as rochas destaca-se a ação da água da chuva carregada de outros elementos atmosféricos, como o CO2. A água da chuva ataca minerais da rocha em sua superfície exposta e em suas fraturas e os decompõem dando origem a novos minerais, estáveis às condições da superfície terrestre, e a solutos que migram pelas fraturas da rocha ou nas águas superficiais em direção ao mar. A decomposição química dos minerais primários das rochas resulta da ação separada ou simultânea de vários processos químicos: hidrólise, oxidação, hidratação, carbonatação e dissolução.

  •  Oxidação: consiste na mudança do estado de oxidação de um elemento, normalmente através de reação com o oxigênio. Essa reação produz a destruição da estrutura cristalina do mineral, afetando comumente rochas cujos minerais contém ferro ferroso.
  •  Hidratação: consiste na incorporação de água ao mineral.
  •  Hidrólise: é uma reação química entre os íons H+ e o OH- de água e íons do mineral.
  •  Carbonatação: é a reação de íons hidrogenocarbonatos com íons dos minerais, consistindo em uma modalidade de hidrólise.
  •  Dissolução: consiste na solubilização direta de alguns minerais por ácidos. Os carbonatos são minerais muito susceptíveis a este tipo de reação. Em se tratando de água pura, a dissolução dos carbonatos é mínima.

- O homem para com o seu planeta -

No último século, o nosso planeta tem vindo a sofrer várias alterações devido ao avanço da ciência e da tecnologia. Tudo isto, permitiu ao Homem, maior conforto e melhores condições de vida. Contudo, este sempre pensou que tudo o que a Terra nos oferecia era inesgotável, o que fez com que agisse de uma forma bastante irresponsável. Desflorestação, poluição das águas, dos solos e do ar, esgotamento dos recursos naturais, estão a levar o nosso planeta para um estado de degradação incrível.

- Desflorestamento -

A Desflorestação tem diversas causas. Vamos aqui tentar expor de forma clara e esquematizada as causas e algumas consequências diretas da Desflorestação. Causas: - Desbaste comercial Realizado através de maquinaria pesada que para além de destruir a flora provoca a compactação do solo. - Agricultura intensiva A agricultura nos terrenos desflorestados não é compensadora, pois ao fim de 6/7 anos os solos encontram-se inférteis; dá-se o desgaste do solo; e leva à destruição do habitat natural dos animais. - Exploração de minas, de pedreiras e de petróleo Para além de destruírem a zona onde estão implantadas contaminam os solos e a água com produtos tóxicos. - Construção de barragens, túneis e estradas Vai encorajar a exploração de madeira e muitas vezes leva à deslocação de populações. - Economia / política dos países Para as nações tropicais a madeira é uma importante fonte de capital estrangeiro. São os
países desenvolvidos que em parte obrigam ao abate das florestas uma vez que são eles que mais precisam de matéria-prima. Consequências - Redução da biodiversidade. A biodiversidade é responsável pela variedade de genes existentes no mundo; estes são necessários para produção de medicamentos, alimentos e outros produtos (recursos biológicos). - Desaparecimento de culturas. Ao entrarem em contato com outros povos perdem hábitos importantes que os têm acompanhado desde sempre. - Infertilidade do solo. Com a desflorestação os solos ficam desprotegidos do vento e das chuvas (erosão do solo) o que provoca o arrastamento de minerais para outros locais. - Diminuição de oxigénio -> aumento de dióxido de carbono. Na fotossíntese as árvores consomem CO2 e produzem O2; logo se as cortarmos estaremos a aumentar os níveis de dióxido de carbono (vai contribuir para o efeito de estufa) e a diminuir o oxigénio de que tanto necessitamos para viver. O aumento de CO2 é também provocado pela queima dos combustíveis fósseis. Os incêndios são muitas vezes usados como meio de desflorestação, o que aumenta ainda mais os níveis de dióxido de carbono.

- Poluição das águas -

Quando se fala em poluição das águas, devem ser abrangidas não só as águas superficiais como também as subterrâneas. Causas:
Uma das principais fontes de poluição das águas são os resíduos urbanos entre estes: - Resíduos industriais. Neste tipo de resíduos abunda as descargas de efluentes das fábricas. - Resíduos rurais. O lançamento de esgotos diretamente nas águas sem que tenham sido devidamente tratadas; a deposição de lixos domésticos nas águas dos rios ou mares; o uso de produtos químicos na agricultura que acabam por ser transportados pela chuva para as águas dos rios e mares, contaminando-os e pondo em perigo toda a fauna e flora. Ambos os tipos de resíduos podem ser despejados num sentido voluntário ou involuntário. Consequências: Estes poluentes representam grande ameaça à qualidade da água, à saúde e ao meio ambiente, pois são capazes de provocar enormes danos aos organismos vivos, e, consequentemente à cadeia alimentar e à nossa saúde.

- Poluição dos solos -

O solo é um recurso finito, limitado e não renovável, face às suas taxas de degradação potencialmente rápidas, que têm vindo a aumentar nas últimas décadas. Causas: As principais fontes de poluição dos solos são: - Agricultura. Na agricultura é usado os fertilizantes, os inseticidas para o combate às pragas, como também é utilizado a queima da vegetação para depois começar a plantação. - Lixeiras. O lixo também tem o seu papel importante na degradação do solo. Devido à sua grande quantidade e composição (como é o caso dos aterros sanitários). Consequências:
O uso de fertilizantes e inseticidas prejudicam o solo, a vegetação e os animais. Com a queima da vegetação, o terreno fica exposto ao sol e ao vento ocasionando a perda de nutrientes e a erosão do solo. As lixeiras, contaminam o terreno chegando até a contaminar os lençóis de água subterrâneos.
Poluição da atmosfera
Pode-se considerar poluição atmosférica qualquer contaminação do ar oriunda de desperdícios gasosos, líquidos, sólidos ou outros produtos que podem pôr em risco a saúde humana, animal ou vegetal. A atmosfera tem uma certa capacidade depuradora que garante a eliminação, em condições naturais, dos materiais nela descarregados pelos seres vivos. O desequilíbrio deste sistema natural, levado a cabo pelo Homem, conduz à acumulação na atmosfera de substâncias nocivas à vida. Causas: Os principais fatores que tem vindo a contribuir para o aumento da poluição atmosférica destacam-se entre: - Atividade industrial. Esta atividade lança para o ar gases e poeiras em quantidades superiores à capacidade de absorção do meio ambiente, ficando assim estas substâncias acumuladas na atmosfera. - Circulação rodoviária. Os gases e as substâncias químicas libertadas pelos veículos motorizados, derivam do consume de combustíveis fosseis utilizados, como é o caso do petróleo.
Consequências: -O Smog. Define-se como uma combinação de fumo e de nevoeiro em áreas urbanas/industriais, ou seja, o aumento da temperatura durante o dia, e em condições de grande arrefecimento noturno. Provoca diretamente nas pessoas asma, bronquite, problemas respiratórios e cardíacos. E leva a uma elevada concentração de fumos à superfície. -Chuvas ácidas. As chuvas ácidas formam-se com a libertação de dióxido de enxofre e de óxido de azoto (provenientes de fábricas e automóveis) para a atmosfera, ou seja, ocorrendo precipitação, as chuvas ácidas originam a acidificação dos solos, que vai prejudicar a agricultura e as espécies de árvores e plantas que vão nascer. Outra consequência é a destruição da vegetação e a contaminação da água, que é muito prejudicial para a vegetação assim como para os animais. -O Efeito de Estufa. O efeito de estufa tem duas consequências, o aquecimento global do planeta, o que pode provocar a fusão do gelo das regiões polares e a subida dos oceanos e alterações climatéricas. - A destruição da camada de ozono. A existência de ozono na estratosfera é vital para a Terra, pois absorve grande parte da radiação ultravioleta. O ozono é assim indispensável, protegendo-nos do excesso de radiação ultravioleta, embora ao nível do solo seja prejudicial para a saúde e para o ambiente. A destruição da camada de ozono provocada pelo cloro origina variações do clima (aquecimento global) e poderá acabar com a vida na terra.

- Esgotamento dos recursos naturais -

Recursos naturais são elementos da natureza com utilidade para o Homem, com o objetivo do desenvolvimento da civilização, sobrevivência e conforto da sociedade em geral. Podem ser
renováveis, como a energia do Sol e do vento. Já a água, o solo e as árvores, são ja consideradas limitados. E ainda não renováveis, como os recursos energéticos fósseis, como o petróleo e o gás natural.
Causas: O abuso e destruição dos recursos naturais do nosso planeta pela mão do homem podem contribuir a curto prazo para o esgotamento dos recursos não renováveis da Terra. Consequências: Independentemente do grau de desenvolvimento das sociedades, os modelos de crescimento com base na exploração dos recursos naturais provocam um ciclo de degradação e destruição de todo o ecossistema Terra.
Soluções para um mundo melhor
Sendo tanto destes desastres claramente provocados pela mão do Homem, será urgente criar e estabelecer limites. Limites estes como, reduzir o uso e abuso dos recursos naturais indispensáveis à sobrevivência da população mundial. Sendo o ar, solo, água, vida e energia essencial para a vida humana e para a sobrevivência do sistema económico será obrigatório repensar nos sistemas atuais. Para acabarmos com tantos desastres temos diversas soluções tais como: - em relação à desflorestação- devemos devastar em igual proporção ao crescimento; plantar árvores, cada árvore absorve até 10kg de CO2 por ano; conservar as plantas e animais das florestas tropicais, através da proteção dos habitats; investir na reflorestação de modo a criar novas fontes de madeira e reabilitar as áreas florestais degradadas. -em relação à poluição das águas- recuperação dos rios e mares atingidos pela poluição para que se garanta à população o abastecimento de água não infectada. Entre essas medidas, ressalta-se o tratamento dos esgotos urbanos. - em relação à poluição dos solos- Elaboração de substitutos para os inseticidas; saneamentos
básicos; instalação de estações de tratamento e reciclagem de lixo, em relação aos aterros sanitários estes deveriam ser cobertos para que não fossem expostos a céu aberto nem que entrassem em contato com o solo. - em relação à poluição atmosférica- deveria existir uma redução das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera; utilização de filtros nas chaminés das fábricas; promoção de energias alternativas, não poluentes; utilização de tecnologias “limpas”; promoção da reciclagem; reutilização de determinados produtos, por exemplo a utilização de garrafas de vidro em substituição das de plástico descartáveis. - em relação ao esgotamento dos recursos naturais- poupar energia substituindo as lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras, com estas lâmpadas obtêm-se a mesma luz poupando 80% de energia; aproveitar toda a energia natural que se puder; utilizar os transportes públicos; comprar carros híbridos, são mais amigo do ambiente; utilizar painéis solares em casa, etc. Estas são apenas algumas medidas alternativas que devemos seguir para assegurar o sucesso das gerações seguintes.

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